Monday, May 18, 2009


Big Joe Turner, nasceu no 18 de maio de 1911 com o nome de Joseph Vernon Turner em Kansas City, Mis., com um corpo grande e obeso e uma voz volumosa e ressonante, cantava sem precisar de um microfone. Era um dos originais "shouters" - gritadores - estilo que renderia seguidores como Little Richard, Arthur Alexander e vários outros, duas décadas depois de seu auge.
Turner, aos 15 anos de idade, começou a freqüentar o Backbiter's Club, onde assistia aos músicos que admirava: Count Basie, Mary Lou Williams, Lester Young e toda aquela geração de grandes. Um dia tomou coragem e pediu a Pete Johnson, um pianista de boogie-woogie, que o deixasse cantar. Johnson gostou do que ouviu e passaram a formar uma dupla. Era 1929 e Turner tinha apenas 18 anos.
Em 1936, conheceram John Hammond. Assim, Joe Turner foi imediatamente convidado a se apresentar no Carnegie Hall, em Nova York, no espetáculo de Hammond, “From Spirituals To Swing”, o primeiro show montado para um público branco a tentar apresentar a música negra como uma expressão artística e cultural legítima nos Estados Unidos. Hammond procurava Robert Johnson mas acabaria por descobrir que este havia morrido. Joe Turner e Pete Johnson se apresentaram então no Carnegie Hall para a elite branca nova-iorquina, na véspera de Natal de 1938.
A apresentação rendeu um convite para gravarem para a Vocalion Records, "Goin' Away Blues/Roll 'Em Pete". Entre seus primeiros clássicos estão "Joe Turner's Blues," "Beale Street Blues", "Piney Brown Blues", "Wee Baby Blues", "Rock Me, Mama", "Corrine, Corrine", "Nobody In Mind", e "I Got Love For Sale".
Em abril de 1951, Big Joe Turner foi convidado a cantar com seu herói de infância, Count Basie, no notório Apollo Theater, no Harlem. Seu primeiro sucesso foi, "Chains Of Love", chegou a nº 2 e permaneceu entre os Top 100 por seis meses. Seus outros sucessos seriam "Honey Hush", "Sweet Sixteen" e "TV Mama". Mas foi em 1954, já aos 42 anos de idade, que ele gravaria a canção pela qual sempre será lembrado, "Shake, Rattle And Roll". A canção, escrita especialmente para ele por Jesse Stone, sob o pseudônimo de Charles E. Calhoun, foi gravada em 9 de fevereiro daquele ano e lançada em abril.
Ele regravou "Corrine, Corrine", que seria a única gravação sua a freqüentar não só as paradas de r&b como também a de pop, e se apresentou no filme "Shake, Rattle And Rock" em 1956, cantando o que se tornou o grande hit de Bill Haley & The Comets naquele mesmo ano.
Em 1985, com complicações no fígado, Big Joe Turner morreu sem deixar herdeiros.
The premier blues shouter of the postwar era, Big Joe Turner's roar could rattle the very foundation of any gin joint he sang within -- and that's without a microphone. Turner was a resilient figure in the history of blues -- he effortlessly spanned boogie-woogie, jump blues, even the first wave of rock & roll, enjoying great success in each genre.

Turner, whose powerful physique certainly matched his vocal might, was a product of the swinging, wide-open Kansas City scene. On December 23, 1938, he appeared on the fabled Spirituals to Swing concert at Carnegie Hall on a bill with Big Bill Broonzy, Sonny Terry, the Golden Gate Quartet, and Count Basie. Turner and Johnson performed "Low Down Dog" and "It's All Right, Baby" on the historic show, kicking off a boogie-woogie craze that landed them a long-running slot at the Cafe Society (along with piano giants Meade Lux Lewis and Albert Ammons).

At Turner's first Atlantic date in April of 1951, he imparted a gorgeously world-weary reading to the moving blues ballad "Chains of Love" (co-penned by Ertegun and pianist Harry Van Walls) that restored him to the uppermost reaches of the R&B charts. From there, the hits came in droves: "Chill Is On," "Sweet Sixteen" (yeah, the same downbeat blues B.B. King's usually associated with; Turner did it first), and "Don't You Cry" were all done in New York, and all hit big.

Prolific Atlantic house writer Jesse Stone was the source of Turner's biggest smash of all, "Shake, Rattle and Roll," which proved his second chart-topper in 1954. With the Atlantic braintrust reportedly chiming in on the chorus behind Turner's rumbling lead, the song sported enough pop possibilities to merit a considerably cleaned-up cover by Bill Haley & the Comets (and a subsequent version by Elvis Presley that came a lot closer to the original leering intent).

Suddenly, at the age of 43, Turner was a rock star. His jumping follow-ups -- "Well All Right," "Flip Flop and Fly," "Hide and Seek," "Morning, Noon and Night," "The Chicken and the Hawk" -- all mined the same good-time groove as "Shake, Rattle and Roll," with crisp backing from New York's top session aces and typically superb production by Ertegun and Jerry Wexler.

Updating the pre-war number "Corrine Corrina" was an inspired notion that provided Turner with another massive seller in 1956. But after the two-sided hit "Rock a While"/"Lipstick Powder and Paint" later that year, his Atlantic output swiftly faded from commercial acceptance.

They called him the Boss of the Blues, and the appellation was truly a fitting one: when Turner shouted a lyric, you were definitely at his beck and call.
Fonte/Reference - Wikipédia
Tradução - Humberto Amorim

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