Wednesday, October 21, 2009

ROY HARGROVE, THE HARD BOP YOUNG LION


O trompetista de jazz Roy Hargrove nasceu em Waco, Texas, no 16 de outubro de 1969 e se tornou um "young lion" com formação de hard bop. Um instrumentista de vanguarda, cujo som não demonstra ser influenciado por quaisquer dos seus antecessores, acabou elegendo Hargrove como o melhor trompetista segundo a votação dos leitores da Downbeat em 1995.



Ele conheceu Wynton Marsalis em 1987, quando o trompetista visitou a high school onde estudava e ele ficou muito impressionando, acabando por apadrinhá-lo. Com ajuda de Marsalis, Hargrove começou a tocar com grandes músicos, Bobby Watson, Ricky Ford, Carl Allen e no grupo Superblue. Hargrove freqüentou Berklee (1988-1989) e em 1990, quando tinha 20 anos, gravou o primeiro dos cinco que fez para o selo Novus. Desde então tem excursionado freqüentemente com seu grupo, que numa época contou com Antonio Hart.



Depois da Novus, Hargrove passou a gravar para a Verve e como sideman tocou com grandes celebridades, Como Sonny Rollins, James Clay, Frank Morgan e Jackie McLean, sem falar do grupo Jazz Futures. Entre os álbuns que fez para a Verve o mais importante foi "The Tenors of Our Time" em 1993, destacando-se também "Family" e Parker's Mood" em 1995.



Já “Hard Groove” de 2003, que é uma salada mista de jazz, rhythm and blues e hip hop. Ou seja, fast food musical, mecânico, de apelo popular tribal, mas não indicado para paladares mais refinados.



Roy plays with Renee Neufville.




1 comment:

Antonio said...

Certas coisas não se podem explicar pela sequência aparentemente sem lógica como se desenrolam. Uma situação de urgência no trabalho levou-me de repente numa viagem meio louca de S. Paulo a Miami, logo seguindo para Chicago, de volta a Miami e de Miami para Manaus (isto de Domingo a Quarta Feira com muito poucas horas de sono).
Na noite de Quarta feira dei comigo em Manaus, com o quente-húmido que se espera sempre...dei comigo na Praça do Teatro - esse terreiro central da cidade que não tem muitos outros pontos de encontro (o contraponto humano do encontro das águas...rio acima ou rio abaixo?...entre o rio Negro e o Solimôes)
Suando e mais devagar do que me é costumeiro, guiado por amigos, encontro-me agora sentado num banco de jardim comendo um Tacacá ... e escutando nada mais nada menos, na noite do Amazonas, nessa praça quente, o som morno do Jazz!!!
Como explicar esse outro encontro do saboroso Tacacá, da humidade lenta de Manaus e por Deus... Jazz!
Bom do ponto de vista culinário o Tacacá tem assim uma equivalência em Jazz (apesar de sopa) de uma melodia do Coltrane numa noite quente (não nada a ver com Newport). Ou então a uma mistura exótica de sons via Miles.
Esqueçam tudo e reinventem uma sopa que tem folhas de Jambu (pois é... planta local que deixa a boca e os lábios meio dormentes), camarão seco do Pará, Tupuqui cozido (massa de mandioca = Goma) isto tudo servido numa meia Cuia (assim como uma meia cabaça muito fina) tingida de preto com um corante vegetal (Cumati), tudo isto em combinação perfeita com uma cervejas bem geladas....
E depois tinha a música. Um encontro de 5 músicos locais – All That Jazz - num swing vocal pelo Humberto Amorim que fez de Manaus a capital do Jazz no Brasil... e eu sem saber.
Alguém ao meu lado comentava no celular que estava ali na praça ouvindo o filho do Frank Sinatra!
Um encotro de música todas as Quarta Feiras, na praça, gratuito, organizado pelo dono do quiosque ali ao lado que serve o Tacacá e é afinal antropologista.
A memória gustativa ficará para sempre ligada ao som daqueles músicos e à voz do Humbeto Amorim. Obrigado Humberto, pelo encontro, pela memória e por ser o embaixador do Jazz na Amazónia... night and day...